Não há dúvida de que Drácula é um dos maiores ícones da cultura popular mundial. Lançado em forma de romance em 1897, pela imaginação do novelista irlandês Bram Stoker, o conde vampiro foi adaptado para outras mídias e formatos, como o teatro, o cinema e, claro, as HQs, cuja mais famosa versão foi realizada pela Marvel.
Com o relaxamento do Comics Code no princípio da década de 1970, a Marvel começou a apostar em HQs de horror repletas de violência e sensualidade. Após a introdução de Morbius, O Vampiro Vivo na série do Homem-Aranha, Stan lee achou que seria interessante adaptar a saga de Drácula. Sua intenção era lançar um magazine em preto e branco para concorrer com as revistas da Warren (Vampirella, Creepy e Eerie). Lee convidou seu antigo parceiro da época da Timely, Bill Everett (criador de Namor), para assumir a empreitada, mas problemas pessoais comprometiam cada vez mais o desempenho profissional do desenhista.
Nesse interlúdio, aconteceu o imprevisível. Gene Colan, artista que conquistara fama na revista do Demolidor, com seu estilo quase fotográfico e domínio perfeito do claro-escuro, disse a Roy Thomas: "Me dê uma boa história de horror que a transformo num sucesso". E foi assim que Colan ganhou a revista e teve a chance de cumprir sua promessa. A primeira edição de A Tumba de Drácula (lançada em abril de 1972) saiu em formato comic book, colorida e com a trama a cargo de Roy Thomas e Stan Lee, com diálogos de Gerry Conway. Já Colan se inspirou em Jack Palance para modelar a carranca de Drácula - um ano depois, o mesmo ator interpretaria o vampiro em um filme para TV.
Após rápidas contribuições de Archie Goodwin e Gardner Fox nos roteiros, Marv Wolfman assumiu o título a partir da sétima edição, levando-o a um nível superior de qualidade. A trama era focada em um grupo de caçadores de vampiros, muito bem caracterizado por Wolfman. Blade se tornou o mais famoso, ganhando séries solo ao longo dos anos, além de adaptações cinematográficas.
Mas foi na retratação de Drácula que os autores capricharam, respeitando seu perfil aristocrático, arrogante e até pedante, além de seu inegável charme e apelo sexual. Não raras vezes, as vítimas, em sua maioria mulheres lindíssimas, sucumbiam ao olhar penetrante do vilão sem que ele precisasse recorrer a poderes hipnóticos. A Tumba se tornou o gibi de terror mais vendido da América e alcançou 70 números (além de alguns especiais), uma marca impressionante para um título de vilão. No Brasil, a série foi publicada parcialmente pelas editoras Saber, Bloch e Abril.
Intrigas com o editor-chefe Jim Shooter, que absurdamente implicava com o estilo de Colan, teriam precipitado o cancelamento da série em 1979, e a dupla criativa migrou para a DC. Drácula ainda apareceria em outras revistas da Marvel, até mesmo enfrentando os X-Men. mas sem Wolfman e Colan, nada disso tinha mais importância.
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Na Abril a série Tumba do Drácula foi publicada parcialmente em Terror de Drácula
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Drácula vs.x Dr. Estranho
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Drácula vs. Capitão América
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Drácula vs. Homem-Aranha
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Drácula vs. Vingadores
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Drácula e Nick Fury
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Drácula vs. X-Men
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Drácula vs. Heróis Marvel
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